Caminha entre os frutos da pomar.

Aqui, cada peça nasce do ritmo silencioso da terra e das mãos lentas de quem a molda. O barro fala por si, vivo e imperfeito, deixando vestígios do seu percurso em cada forma.

Uma presença que convida à reflexão, ao encantamento e à consciência de que tudo o que é verdadeiro se revela devagar.

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Sou a Eva.

O barro entrou na minha vida aos dezasseis anos, na Escola Artística António Arroio, e nunca mais saiu. Estudei Escultura na Faculdade de Belas-Artes, com especialização em pedra, mas foi no regresso ao barro, no último ano, que nasceu a pomar.

Cada peça que faço é única, moldada à mão, sem roda e sem série. O meu trabalho é guiado pela memória do gesto, pela simplicidade das formas e por uma relação íntima com o material.

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